quinta-feira, 13 de abril de 2017

A Moça Casta de Cheapside 2.3

[II.iii. Um salão na casa de Manso.]

Entra Manso num terno de Sir Walter, e Davi lhe amarrando as calças1.
MANSO
É um dia movimentado em nossa casa, Davi.
DAVI
Sempre é, no batismo, senhor.
MANSO 
Vai fazendo os nós, Davi.
DAVI 
[À ParteNão me importaria que fosse o verdugo a fazer-lhe nós.
MANSO 
Esta roupa me cai bem, Davi?
DAVI 
[crux] Elegante ao extremo; as coisas do meu patrão sempre serviram ao senhor, ele pode até fazer-lhe seu herdeiro, sabe.2
MANSO 
Disse tudo, Davi.
[crux] Nós subimos pela mesma senda já faz dez anos, Davi.
Entra um Criado com uma caixa.
Aí está, bom trabalho; você, quem é?
TERCEIRO CRIADO
O criado da seu doceiro, senhor.
MANSO 
Oh, doce jovem, vá atrás da ama rápido,
Rápido, tá mesmo na hora; sua patroa vem?
TERCEIRO CRIADO
Ela estava de saída, senhor.
[Sai Terceiro Criado.] Entram duas Puritanas.
MANSO 
Aí vêm as madrinhas;
Oh, vou distribuir beijinhos hoje;
Doce Senhora Umporcima, bem-vinda, de verdade.
PRIMEIRA PURITANA
Felicidades com sua linda garotinha, senhor,
Queira o céu que sua educação seja pura,
E ela se junte aos fiéis.
MANSO 
Grato pelos pios votos, Senhora Umporcima.
SEGUNDA PURITANA 
Alguma das esposas dos irmãos já chegou?
MANSO 
Algumas estão lá dentro, e algumas em casa.
PRIMEIRA PURITANA 
Muito agradecida, senhor.
[Saem as Puritanas.]
MANSO 
Mas é mesmo um asno, nossa;
Preciso tocar em qualquer tom, ou não tem música.3
Entram duas Madrinhas.
Aí vem um par amigável e familiar,
Essas moças aí muito me agradam.
PRIMEIRA MADRINHA 
[crux] Como vai, compadre?4
MANSO 
Ora, bem, obrigado, vizinha, e como vai você?
SEGUNDA MADRINHA 
Não me falta nada, a não ser ganhar como vocês ganham.
MANSO 
Meus ganhos, moça, são parcos.
PRIMEIRA MADRINHA 
Credo, dizer algo assim!
Vocês têm as crianças mais lindas que um casal pode ganhar.
DAVI 
[À Parte] Sim, de presente do meu patrão.5
MANSO 
São umas coisinhas bonitinhas e tontas,
Confeccionadas em alguns minutos;
[crux] É uma dureza que dura pouco.6
Vamos entrando, minhas moçoilas?
[Saem as Madrinhas.] Entram Espoleta Júnior e Maria.
ESPOLETA JÚNIOR 
Mais afortunado encontro não se pode desejar. Cá está o anel, em prontidão; fico em débito com a pressa de teu pai, ele chegou na hora.
MARIA
Nunca foi tão pontual. 
Entra Sir Walter Cachorrão.
ESPOLETA JÚNIOR 
Se afasta, e silêncio.
SIR WALTER 
Senhorita e companheiro, trago os dois ao mesmo cálice.
DAVI 
Mesmo cálice, bem apropriado,
Um elogio acertado para a filha de um ourives.
MANSO 
Sim, é ele o parceiro de vossa senhoria
Nesta questão hoje, irmão do Sr. Espoleta.
SIR WALTER 
É bom conhecê-lo, senhor.
ESPOLETA JÚNIOR 
Ao seu dispor, senhor.
SIR WALTER 
É quase hora; vem, Sr, Manso.
MANSO 
Pronto, senhor.
SIR WALTER 
O senhor quer caminhar?
ESPOLETA JÚNIOR 
Senhor, eu sigo seu andamento.
[Saem.]
Entram Parteira com o bebê, Rosinha e as Madrinhas para o batismo.
PRIMEIRA MADRINHA 
Boa Sra. Dourado.
ROSINHA
É sério, não eu.
PRIMEIRA MADRINHA 
Mas precisa ser você.
MAUDLIN
Eu jurei, sério.
PRIMEIRA MADRINHA 
Vou ficar aqui parada, então.
MAUDLIN 
Assim, vai deixar a criança seguir desacompanhada,
E me forçar ao perjúrio.
PRIMEIRA MADRINHA 
Você é uma criatura daquelas.
SEGUNDA MADRINHA 
Antes de mim? Vê se abaixa a bola.
TERCEIRA MADRINHA 
Nem um tico; espero conhecer minha posição.
SEGUNDA MADRINHA 
Sua posição? Que grande maravilha! E será você mais do que mulher de doceiro?
TERCEIRA MADRINHA 
E isso nunca foi pior do que mulher de boticário.
SEGUNDA MADRINHA 
Você mente, mas eu vou tolerar.
PRIMEIRA PURITANA Vem, doce irmã, vamos em união, mostrando os frutos da paz como os filhos do Espírito.
SEGUNDA PURITANA 
Me encanta a humildade.
QUARTA MADRINHA 
Verdade, eu também, suas brigas não obstante,
Anda-se tão ereto atrás quanto adiante.
QUINTA MADRINHA
[crux] Cada polegada, de fato.
[Exeunt.]

1Nota sobre vestuário;.
2Nota sobre hair/heir.
3Nota sobre times; music/kissing.
4Nota sobre sirrah.
5Nota sobre get.

-->
6Nota sobre stand.

sábado, 8 de abril de 2017

A Moça Casta de Cheapside 2.2

[II.ii. Outra rua.]

Entra MANSO.
MANSO 
Vou eu mesmo atrás de padrinhos, e é agora,
É todo meu trabalho; e eu nem precisava,
Não me fosse um prazer sair caminhando
E espairecer um pouco. Não estou atado
A esta história, o que faço é mera recreação,
Não obrigação.
Aqui correm de lá pra cá ama após ama,
Três faxineiras, mais criadas e filhos de vizinhos.
Afe, de que tumulto me desembaracei;
Chego a suar só de pensar.
Entra Sir Walter Cachorrão.
SIR WALTER 
E então, Zé?
MANSO
Estou indo chamar padrinhos pra vosso bebê, senhor,
Uma bela mocinha, que vos traga alegria,
Ela parece alguém que tinha duas mil libras
Prometidas, e escapou com o alfaite;
Uma linda, fofa biscate d'olho preto; perdão,
É um prazer vê-la: Ama!
[Entra uma Ama Seca.]
AMA SECA
Chama, senhor?
MANSO 
Não te chamo, chamo a ama-de-leite aqui,
Traz a ama-de-leite.
Sai [Ama Seca]. Entra a Ama-de-leite [portando um bebê].
Sim, é você,
Vem aqui, vem aqui,
Vamos vê-la de novo; não tenho escolha
Que não beijá-la três vezes por hora.
AMA-DE-LEITE
Pode se se orgulhar dela, senhor,
É o melhor trabalho que jamais produziu.
MANSO 
Pensa assim, ama? Que dizer de Waltinho e Rique?
AMA-DE-LEITE 
São ambas crianças lindas, mas eis aqui uma mocinha
Que vai dar trabalho.
MANSO 
Ai, acha mesmo? Ai, pequena condessa;
D'boa fé, senhor, grato por esta garotinha,
Pra mais de dez mil vezes.
SIR WALTER 
Fico feliz em gerá-la pelo senhor.
MANSO 
Aqui, Ama, entra e limpa ela, dá-lhe uma papinha.
AMA-DE-LEITE 
[crux] [À Parte] Limpa a baba, senhor.
Sai.
MANSO 
E agora vamos aos padrinhos.
SIR WALTER 
Consegue só dois, eu mesmo serei um.
MANSO 
De seu próprio rebento, senhor?
SIR WALTER 
Maior ainda o engenho: prevém suspeitas,
E enfrenta-se o rumor com todas as armas.
MANSO 
Vero, elogio-lhe o zelo, sir, é coisa
Que nunca teria pensado.
SIR WALTER 
[A Parte] Tanto mais escravo;
Ao aviltar-nos, vai-se a pura flama d'alma,
Abundância e sossego cegam a vergonha.
MANSO 
Estou matutando quem chamar para madrinha
Adequada a vossa excelência, aqui pensava.
SIR WALTER 
Te livro desse fardo, e me encarrego eu mesmo.
[À Parte] Meu amor, a filha do ourives, se eu chamar,
Seu pai a vai obrigar. Davi Venká!
Entra Davi.
MANSO 
Eu providencio para vós um par masculino.
SIR WALTER 
Quem é ele?
MANSO 
Um educado e decoroso cavalheiro,
Irmão do Sr. Espoleta.
SIR WALTER 
Eu conheço Espoleta,
Tem ele um irmão vivo?
MANSO 
Um elegante rapaz solteiro.
SIR WALTER 
Agora que dele sei, ele vai servir.
Depressa, tá quase na hora. Vem cá, Davi.
Sai [com Davi].
MANSO 
À vera, tenho-lhe pena, nunca para quieto.
Pobre fidalgo, o esforço que faz – manda um ali,
Outro acolá, não tem uma hora de repouso...
Não teria seu trabalho, por todo seu gozo.
Entram dois Fiscais.
Rá, e agora, quem são esses entocaiados
Na esquina, encompridando suas orelhas,
E fungando os narizes, como cão de rico
Ao vir o primeiro prato? Santa missa, fiscais,
Só pode ser, por minha vida, e lá plantados
P'ra deter defuntos de bezerros e ovelhas,
Como credores vorazes que não permitiriam
Aos corpos dos pobres devedores falecidos
Ir à tumba sem, mesmo na morte, molestar
[crux] E barrar o defunto, com mandados forjados1.
Esta Quaresma vai cevar os bastardos com rins,
Cumular suas putas de colhões-de-cordeiro;
Tudo que ali se afana vai pra Ana e Rosana.2
Os cafetões ficarão tão gordos com sua renda,
Que terão por queixos3 úberes até a Páscoa,
E, se ordenhados, darão o leite das bruxas.4
Como foi que os vira-latas souberam do parto?
Bem, eu posso caçoar deles galantemente – Por obséquio, cavalheiros,
Sou um estranho tanto a esta cidade
Quanto a seu rigor carnal.
PRIMEIRO FISCAL 
Muito bem; que deseja, senhor?
MANSO 
É favor dizer onde mora quem abate nesta Quaresma?
PRIMEIRO FISCAL 
Como, abate?
[À parte ao SEGUNDO FISCAL] Vem , Beto, um pássaro, um pássaro!
SEGUNDO FISCAL 
E o que está procurando?
MANSO 
Ora, qualquer carne,
[super crux] Mas tenho desejo especial por pato ao molho verde.
PRIMEIRO FISCAL 
[À parteVerde é você, vai cair como um patinho.
MANSO 
Tenho o estômago meio desdenhoso, peixe algum será admitido.
PRIMEIRO FISCAL 
Nem na Quaresma, senhor?
MANSO 
Quaresma, que liga o cólon pra Quaresma?
PRIMEIRO FISCAL 
Tem toda razão, senhor;
É sensato que o cólon de um cavalheiro,
Como o senhor acaba de se referir a si mesmo,
Deva ser preenchido com alimento adequado,
P'ra aguçar o sangue, deleitar a saúde e excitar a natureza.
O senhor foi direcionado aqui a esta rua?
MANSO 
Isso eu fui, de fato.
SEGUNDO FISCAL 
E o açougueiro certamente
Deve abater e vender oculto numa sobreloja?
MANSO 
Um celeiro de maçãs, imagino, ou depósito de carvão,
Eu mesmo não sei qual, sabe.
SEGUNDO FISCAL 
Qualquer um dos dois serve.
[À Parte] Esse açougueiro vai parar em Newgate5 a menos
Que vire os bolsos do jaleco ao avesso. –
O senhor vai procurá-lo?
MANSO 
Onde o senhor não o encontrará;
Vou comprar, passar na frente das suas fuças com a carne,
Seus viralatas putanheiros, piratas de cesta!
[crux] Minha mulher está em trabalho6, um cazzo7 pra fiscais!
Sai.
PRIMEIRO FISCAL
Isso não lhe serve de nada!8 Que velhaco;
Com que engenho nos enganou!
Entra um Homem com carne em uma cesta.
SEGUNDO FISCAL 
Shh, se esconde.
HOMEM
Escapei bem até aqui; dizem que os patifes
Andam especialmente atarefados e intrometidos.
PRIMEIRO FISCAL 
Com sua licença, senhor,
Precisamos ver o que o senhor tem aí sob a capa.
HOMEM 
Eu tenho? Não tenho nada.
PRIMEIRO FISCAL 
Não, é o que diz?
O que faz este volume aqui então; devemos ver, senhor.
HOMEM 
O que quer ver, senhor – um par de lençóis, e dois
Dos aventais imundos de minha esposa, a caminho da lavadeira?
SEGUNDO FISCAL 
Oh, adoramos essa visão, não se pode nos agradar mais.
[Ele toma a cesta e a abre.]
Ora, quer nos enganar? Chama isso de camisas e aventais?
HOMEM 
Que uma maldição9 os carregue!
Seu logro privou a mim e a cinco parentes da minha esposa
De um bom jantar; precisamos compensar agora
Com arenques e caldo de leite.
Sai.
PRIMEIRO FISCAL 
É tudo vitela.
SEGUNDO FISCAL 
Tudo vitela? Maldição, é má sorte; empenhei minha palavra em enviar esta manhã um quarto gordo de cordeiro a uma gentil dama da rua Turnbull10 que tem desejos, e tudo me sai mal assim.
PRIMEIRO FISCAL
Vamos dividir isto, e ver que será da próxima, então.
Entra outro homem com uma cesta.
SEGUNDO FISCAL 
Fechado, se esconde de novo; outro butim.
Quem é ele?
PRIMEIRO FISCAL 
Senhor, com sua permissão.
SEGUNDO HOMEM 
Refere-se a mim, senhor?
PRIMEIRO FISCAL 
Bom Sr. Oliver, peço perdão, mesmo.
Que tem aí?
SEGUNDO HOMEM 
Um pescoço de carneiro, senhor,
E meio cordeiro; conhecem a dieta da minha senhora.
PRIMEIRO FISCAL 
Vai lá, não te vimos; segue, e seja discreto.
[Ao SEGUNDO FISCAL] À vera, deixa ele, você nunca tem siso
P'ra reconhecer nossos benfeitores.
[Exit SEGUNDO Man.]
SEGUNDO FISCAL 
Tinha me esquecido dele.
PRIMEIRO FISCAL
[crux] É o lacaio do Sr. Beggarland, o rico mercador
Que é parceiro nosso.  
SEGUNDO FISCAL 
Agora estou reconhecendo.
PRIMEIRO FISCAL 
Você sabe que ele comprou a Quaresma toda,
[crux] Nos deu dez groats cada na Quarta-Feira de Cinzas.
SEGUNDO FISCAL
Verdade, verdade.
Entra uma Moça com uma cesta, e um bebê nela sob um lombo de carneiro.
PRIMEIRO FISCAL 
Uma moça.
SEGUNDO FISCAL
Ora, então se esconde bem.
MOÇA 
[À Parte] Pra mulher exige tino se virar aqui.
E aquela que tem tino se vira onde for.
PRIMEIRO FISCAL 
Olha, olha, coitada da tola,
Deixou o lombo exposto também,
Para melhor se entregar; como o assassino
Que acresce a seu ato uma bandana sangrenta.
SEGUNDO FISCAL 
[Tomando a cesta] Em que época do ano estamos, irmã?
MOÇA 
Oh, doces cavalheiros, sou uma pobre criada,
Me deixa ir.
PRIMEIRO FISCAL 
Você vai, moça, mas isto deve ficar conosco.
MOÇA 
Oh, o senhor me leva à ruína;
É para uma dama rica em tratamento, senhor,
O doutor permite à minha senhora um carneiro.
Oh, se prezam a valiosa vida duma dama nobre,
Eu trarei a vocês meu senhor, e ele mostrará
Autorização autêntica dos altos poderes,
E eu vou num pé e volto noutro.
SEGUNDO FISCAL 
Bem, deixa a sua cesta então,
E corre sem descanso.
MOÇA 
Os senhores me prometem então
Cuidar dela até que eu volte?
PRIMEIRO FISCAL 
Ora, pela luz do céu, prometo.
MOÇA 
E o que diz o cavalheiro?
SEGUNDO FISCAL 
Que moça estranha essa. Desejo nossa morte do contrário.
MOÇA
Bem, então eu vou correndo, senhor. 
Sai.
PRIMEIRO FISCAL 
P'ra nunca voltar, espero.
SEGUNDO FISCAL 
Rapariga ardilosa, nos faz jurar tomar conta;
Faz favor, olha qual foi a feira que ela fez.
PRIMEIRO FISCAL 
Imprimis11, senhor, um gordo lombo de carneiro;
O que vem a seguir sob este pano?
Aposto que um quarto de cordeiro.
SEGUNDO FISCAL 
Aposto que um ombro de carneiro.
PRIMEIRO FISCAL 
Feito.
SEGUNDO FISCAL 
[crux] Feito, senhor?
PRIMEIRO FISCAL 
Pela santa missa,
Acho que perdi, é mais pesado, na verdade.
SEGUNDO FISCAL 
Algum lombo de vitela?
PRIMEIRO FISCAL 
Não, aqui tem uma cabeça de cordeiro,
Consigo tatear direitinho, e ainda ganho a aposta.
SEGUNDO FISCAL 
Hein?
PRIMEIRO FISCAL 
Misericórdia, o que tem aqui?
SEGUNDO FISCAL 
Um bebê!
PRIMEIRO FISCAL 
Maldita dissimulação, putas traiçoeiras!
SEGUNDO FISCAL 
Taí um desjejum desafortunado.
PRIMEIRO FISCAL 
E que fazemos?
SEGUNDO FISCAL 
A biscate nos fez jurar tomar conta, ainda por cima.
PRIMEIRO FISCAL
Do contrário, poderíamos abandoná-lo. 
SEGUNDO FISCAL 
[crux] Sórdido e inusitado;
Por minha vida, não podia enganar senão pobres fiscais
Que vigiam com zelo por sua subsistência?
PRIMEIRO FISCAL 
Metade do que entra
[crux] Tem que ir p'ra papinhas12 e salário de amas
Agora, além de umas libras de sabão e sebo;
Ainda temos que conseguir uns lombos de carneiro,
Para poupar a banha para as velas.
SEGUNDO FISCAL 
Nada me enerva mais do que você ter pensado que era uma cabeça de cordeiro, chegou a tatear; ela fez de nós dois cabeças de bagre.13
PRIMEIRO FISCAL 
Vai, chega disso, há tempo para recuperar;
Não chegou nem a metade da Quaresma14 ainda.
SEGUNDO FISCAL 
Estou tão irritado que não vou mais vigiar hoje.
PRIMEIRO FISCAL Isso, nem eu tampouco.
SEGUNDO FISCAL 
Nesse caso eu tenho uma proposta.
PRIMEIRO FISCAL 
Bem, e qual é?
SEGUNDO FISCAL
Vamos simplesmente ao Checker em Queenhive assar o lombo de carneiro até a maré enchente; e depois mandar o bebê a Branford.
[Saem.]